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Isabel Silvestre, a Voz

«Chamo-me Isabel Gomes Silvestre, tenho 81 anos, e aqui na aldeia todos me conhecem como a Isabel da Benta, ou a professora da Benta. Nasci e cresci numa casa grande, uma família de 14. Pai, mãe, cinco filhos, três tias, depois começaram a vir os sobrinhos. Uma casa cheia. E havia todas as pessoas que trabalhavam na casa e que consideramos família. O avô casou duas vezes, e a primeira mulher era Benta – começou a chamar-se Casa da Benta, e assim ficou até hoje.

Quando mando rezar missas é sempre pela família da Casa da Benta e os trabalhadores. Não haja dúvida nenhuma que os obreiros foram eles também. Eles ajudaram a criar, trabalhavam nas terras e estavam sempre aqui connosco. O professor Hermano Saraiva esteve cá e, ao passar naquelas escadas e olhando para nossa casa disse, “estas pedras estão carregadas de ternura”. Achei que tinha de escrever isso mesmo numa pedra. E ali está.»

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